Dicionário Bibliográfico



Dicionário Bibliográfico – editado pela Universidade Nacional de Juno - Comitê de
Compilação de Dicionários

Publicado em 1003 D.G.

Doutor Varmunt (667 D.G.-???)

Doutor Varmunt nasceu em uma pequena vila rural na República de Schwartzvald, em
667 D.G. (Depois da Guerra). Ele era o filho único de um casal pobre, mas trabalhador: seu pai
era um fazendeiro, e sua mãe, uma dona-de-casa. Ele já demonstrava uma inteligência incomum
quando criança, mas seus pais não podiam pagar para mandá-lo para a escola.
Por sorte, eles conheciam o Professor Hedge, acadêmico aposentado da
Universidade Nacional de Juno que vivia na vila na época. O Professor Hedge
reconheceu imediatamente o potencial de Varmunt, e o aceitou como aluno.

Varmunt entrou na Universidade Nacional de Juno com a recomendação pessoal do Professor Hedge,
como o mais jovem aluno da história, aos quatorze anos. Ele estudou com
os maiores professores da época, e se sobressaiu em todos os campos de estudo, especializando-se em
somatologia, arqueologia e ciências antigas. Sete anos depois, o gênio de vinte e um anos
ganhou seu doutorado, tornando-se o mais jovem professor da Universidade.
Varmunt se concentrou na pesquisa de relíquias e ciências antigas, o que era considerado tabu no
mundo acadêmico da época. Ele teve dificuldades para financiar seus primeiros projetos e
escavações de relíquias, pois poucos estavam dispostos a financiar sua pesquisa.

O Doutor Varmunt finalmente obteve financiamento para sua pesquisa quando conheceu representantes de
uma corporação chamada XXX (Referência 1). A corporação reconheceu seus talentos, e
prometeu financiar todos os seus projetos, desde que ele compartilhasse suas descobertas com ela.
Sua parceria foi lucrativa para ambos: O Doutor Varmunt fez um tremendo
progresso em seus estudos de relíquias e ciências antigas, e esse conhecimento foi usado para
desenvolver tecnologias avançadas para uso da corporação.

O Doutor era um gênio em muitos campos, e também era prolífico na literatura, na arte e na música.
Ele também era devotado, de forma quase fanática, em avançar em seus estudos e sua arte, e realizar
os objetivos de sua vida: ele queria recriar a tecnologia antiga descoberta em
suas escavações, e compilar a pesquisa de toda a sua vida antes de morrer. Para isso, ele passou
boa parte de sua vida recluso em sua mansão, da qual há rumores que era cheia de
réplicas funcionais dos robôs antigos que ele havia descoberto. O lar do Doutor Varmunt também
era preenchido com suas incontáveis pinturas, mas todos os seus pertences foram destruídos
quando sua mansão foi ocupada ilegalmente, saqueada e incendiada pelos mercenários
na Rebelião Mercenária (Referência 2).

A causa da morte do Doutor Varmunt nunca foi determinada, por causa de sua reclusão.
Assume-se que ele faleceu porque sua aluna, a única pessoa do
mundo exterior que se comunicava com ele, desapareceu de repente. A mansão e o centro
de pesquisas do Doutor Varmunt ficaram abandonados por alguns anos, até serem
ocupados pelos mercenários rebeldes, num esforço para se defenderem
do Exército Republicano. Os mercenários conseguiram deter as forças republicanas
na mansão, transformada em forte, por dois meses, mas acabaram sendo sobrepujados
em número. O Exército Republicano usou de força excessiva, não deixou sobreviventes,
e devastou todas as valiosas realizações do Doutor Varmunt. Tudo o que resta do
Doutor Varmunt são algumas de suas cartas, e alguns dos seus artigos teóricos sobre
as ciências antigas.

Referência 1: A maior corporação de Schwartzvald; estudou, desenvolveu e fabricou
os Guardiões
Referência 2: (781 D.G.) rebelião de soldados mercenários que se sentiram ameaçados por
Guardiões mecânicos, e aterrorizaram a República por um ano.
A rebelião resultou na renúncia do Primeiro Ministro e de
seus secretários.
Referência 3: Criatura representativa: monstro Alice